Diferente do Maringá de hoje, na época da década de 60 com uma equipe superior, e maioral no estado do Paraná, o futebol de Maringá era outro, não este do século XXI, o estádio Willie Davids, no noroeste do Paraná tinha suas arquibancadas tomadas a cada jogo do time paranaense
Na época o Grêmio Maringá, GEM, que enfrentou o Santos em 16 de maio de 1965, em jogo que festejava o aniversário da cidade.
E, diante de um público estimado em 30 mil pessoas, o ataque alvinegro fez a festa com o placar de 11 a 1 – com nove gols somente no segundo tempo.
Roderley Geraldo de Oliveira era quarto zagueiro do Grêmio Maringá e teve a responsabilidade de marcar Pelé neste amistoso de 1965, com a lembrança viva na memória de ter ficado “tonto”.
– É uma partida que ficou na história, né? Não a partida em si, mas o resultado ficou elástico. Tinha o combinado de que não poderíamos fazer falta nos jogadores do Santos, e nós cumprimos essa determinação.
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| Roderley era zagueiro do Maringá em 1965 (Foto: Bruno Freitas) |
Obviamente, se jogássemos para valer, dando no meio deles, já iríamos tomar um monte.
Assim, deixando Pelé e Coutinho jogarem, Deus me livre. Foi uma catástrofe, perdemos, mas para um time que o mundo conhece como o melhor que já existiu na face da terra – recordou o ex-jogador, que segue residindo em Maringá.
Paulistano do bairro do Ipiranga, Roderley já conhecia Pelé de outras goleadas, pois havia defendido o Nacional, time modesto da capital paulista.
– Eu conversei com ele no princípio do jogo. Fui categórico em dizer para ele ficar tranquilo, que ninguém iria bater, ninguém iria fazer falta. Mas eu já tinha enfrentado o Pelé no futebol de São Paulo, aquilo não era novidade para mim. Já tinha levado outras goleadas. No placar geral, acho que perco por uns 80 a 8 – brincou.
GLOBO ESPORTE
PESQUISA: MAGNO MOREIRA


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